Sento Sé-Garimpo da Quixaba: Nova Ford Ranger Limited passa no teste de estrada

Bondade chamar aquilo de estrada. Não que houvesse buracos, dos quais bem ou mal se desvia, nem caminho de cascalho em que os incômodos são os sacolejos e as pedras que se soltam. O negócio era nível hard mesmo, via de areia fina e poeirenta no coração da caatinga baiana.

A história era que até caminhonetes estavam atolando por ali, precisando ser resgatadas por tratores. Nosso teste era saber se a Ford Ranger Limited 2016 iria aguentar o tranco e nos levar sem grandes percalços até o novo garimpo de ametistas encontrado na cidade de Sento Sé, a 696 km de Salvador, local cercado de um lado pelo Velho Chico e do outro lado por belíssimas serras. Aguentou.

A Ranger Limited 4×4, topo de linha, custa R$ 185.190, e traz sob o capô o motor turbo diesel 3.2 L, com 20 V e 200 cv de potência que trabalha bem na estrada ao realizar ultrapassagens e retomadas. A transmissão é automática, mas há opção de trocar marchas manualmente por meio da alavanca de câmbio. Antes de chegar à parte mais desafiadora da missão, aproveitamos o asfalto para conhecer os equipamentos que o carro tem para oferecer. O que chamou a atenção, ainda na estrada asfaltada rumo ao município, foi o cuidado com a segurança. Os sensores vão além de ajudar o motorista a estacionar (e para isso, claro, há também a câmera de ré). Quando está próximo do veículo à frente, uma luz vermelha aparece na linha de visão do condutor. E se ele insiste na aproximação, com uma distância não segura, vem o sinal sonoro anticolisão.

Outro alerta é o de condutor fatigado, um lembrete de que o motorista precisa parar para descansar e tomar um café (sim, há o desenho da xícara). Há também o sistema de permanência em faixa, com mais alertas sonoros e direito a tremidinha no volante. E se você por acaso se esquecer de indicar o destino da viagem no navegador, como foi o nosso caso, não poderá fazer isso com o carro em movimento.

Para prevenir distrações do motorista, o campo do endereço fica desativado nestes casos, mesmo que a tarefa caiba ao carona. Dando uma paradinha, tudo se ajeita, e você, além de chegar sem se perder ao destino, vai poder descobrir o nome daquela aglomeração minúscula de casas ali na beira da estrada.

A estabilidade da picape também chama a atenção. Não vá descuidar do velocímetro, porque a impressão que se tem é de se estar andando a uma velocidade bem menor do que o instrumento indica, sensação fortalecida pelo isolamento acústico da cabine.

Conforto

Mas o pior ainda estava por vir. Durante a viagem, a Ranger enfrentou diferentes tipos de terreno, entre eles areia, pedra e cascalho, até chegar ao garimpo. Irregularidade que normalmente tornaria o trajeto muito desconfortável. Mas o modelo se mostrou preparado, deixando os ocupantes do veículo menos cansados do que ficariam em outro tipo de carro. O modelo oferta tração nas quatro rodas e reduzida, facilmente acionadas por um seletor no console central. A direção tem assistência elétrica que deixa a dirigibilidade leve e ajuda a realizar manobras com a picape sem muito esforço. A suspensão tem bom ângulo de ataque e saída, assim como curso mais do que adequado para buracos, valas e outros obstáculos que enfrentamos pelo caminho.

Por dentro, o conforto está presente também para quem vai de carona, sem maiores preocupações, aproveitando o espaço do carro. A Ranger é equipada ainda com uma tela multimídia que garante a distração a bordo. O sistema Sync tem recursos de entretenimento, CD/MP3 player, entrada USB, bluetooth, comando de voz para áudio e o uso do smartphone. A Ford oferece ainda o sistema de assistência de emergência, que pode fazer ligações para o Samu, e o AppLink, com 17 aplicativos já instalados.

Em 2016, a Ranger passou por leves mudanças no visual e ganhou atrativos tecnológicos para enfrentar a acirrada concorrência contra Toyota Hilux, Chevrolet S10, Ford Ranger, Mitsubishi L200 e Nissan Frontier.

Fonte: A Tarde/Tatiana Mendonça e Lhays Feliciano

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