REAÇÕES À CRISE HÍDRICA NO PAÍS…

Talvez essa seja a pior crise no setor de abastecimento de água vivenciada em nosso país, especialmente para aquelas regiões que não possuem um histórico de escassez do precioso líquido, como é o caso do Sudeste. Jamais se imaginou que a terra da garoa se visse às voltas com caixas reservatórias, baldes, carros-pipas e até “lata d’água na cabeça”… É um cenário surreal, que os paulistanos estavam acostumados a ver apenas em matérias ou filmes que retratavam a realidade dos “flagelados” do Nordeste. Agora, até os ribeirinhos da margem do São Francisco, sertanejos que sempre se gabaram de viver num verdadeiro oásis, se veem na iminência de um grave colapso de abastecimento, o que inviabiliza toda a cadeia produtiva da região, considerando que a primordial fonte de riqueza e sustentação do perímetro, é a agricultura irrigada. Dessa situação brotam as mais diversas reações que vão desde a revolta contra o governo, até à denúncia de desperdício por parte da população, gerando uma infinidade de discussões, debates e teorias que afinal, nada podem resolver…

Talvez seja a hora de parar de apontar culpados e lembrar que com o avanço das ciências e com toda a gama de tecnologia obtida nas últimas décadas, temos nos tornado arrogantes ao ponto de acharmos que temos a solução para todos os nossos problemas e, que lançando mão de técnicas e de programas bem elaborados chegaremos à solução imediata da crise. As medidas preventivas com a utilização de outros meios de geração de energia; os programas de revitalização de bacias, a plantação de matas ciliares, a interligação de bacias e o fim do desmatamento são ações louváveis e necessárias.

Penso, porém, que ao lado dessas e de outras tantas medidas, o povo brasileiro precisa se arrepender de sua pretensa autossuficiência, reconhecer que Deus existe, que é Senhor dos tempos e das épocas, e voltar-se humildemente para Ele, pedindo chuvas abundantes sobre a nossa nação. A própria igreja brasileira precisa lembrar-se disso, voltar os seus olhos para o Senhor e convocar o país a orar pelo fim da estiagem e pela chegada de abundantes chuvas sobre a nação. Pesa sobre nós a responsabilidade da intercessão, pois a Palavra de Deus diz: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra”.

A reação mais adequada não é a de apontar culpados, nem de buscar soluções humanas, mas de orar ao Senhor reconhecendo que mesmo diante da tecnologia e das técnicas humanas, continuamos dependentes da graça e da misericórdia do Senhor. “Manda, oh! manda, em ricas chuvas, tuas bênçãos Salvador!

Altemar Oliveira

Altemar Ribeiro de Oliveira É Pastor da 1ª Igreja Congregacional de Juazeiro/BA e professor de História. Casado com Eudene e pai de Alexandre, Samantha e Davi
Altemar Ribeiro de Oliveira
É Pastor da 1ª Igreja Congregacional de Juazeiro/BA e professor de História.
Casado com Eudene e pai de Alexandre, Samantha e Davi
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