Grupo baiano canta os rios São Francisco e Tejo, em Portugal

Os rios São Francisco e Tejo vão se encontrar. Com o apoio do Fundo de Cultura da Bahia, através do edital de Mobilidade Artística e Cultural, a turnê Tejopará – rios que cantam realizará três apresentações em Portugal, até o dia 11 de junho, unindo música, poesia e artes plásticas, evidenciando o diálogo cultural entre as populações ribeirinhas da Bahia e das cidades de Almada, Coimbra e Seia. Essa última será palco da primeira apresentação nesta sexta-feira (26), com transmissão online por meio da página do Facebook da Tejopará, às 17h30 (horário brasileiro).

A ideia, segundo a produtora cultural Steffane Leal é mostrar a cultura baiana e sua relação com o Rio São Francisco (Opará, ou rio-mar, como era conhecido pelos índios que habitavam sua bacia na época do descobrimento do Brasil) através de canções, poemas e artes que simbolizam as questões sociais e poéticas dos artistas ribeirinhos. A cantora Andrezza Santos, o músico Fernando Nunes e o artista plástico Alex Moreira serão responsáveis por mostrar a cultura baiana para o público português.

Andrezza que vai interpretar canções ribeirinhas, com ritmos que vão do forró à MPB, Marujada, Samba de Veio e Rodeadouro, em canções que homenageiam o Velho Chico e o Tejo, como Canoa do Tejo, de Frederico de Brito, e Novos Cantos, de Eduardo Filipe. A ação contará também com performances envolvendo literatura por meio da recitação de poemas produzidos por baianos e portugueses que possuem obras inspiradas pelos rios. Alex Moreira mostrará sua arte na construção das carrancas feitas de carvão vegetal para espantar a “ingratidão com o rio”.

Steffane conta que o intercâmbio possibilitado pela primeira chamada de 2017 do Edital de Mobilidade pretende apresentar aos portugueses ideais como preservação, conservação e a cultura em torno do Velho Chico. “É um projeto Novo, que surgiu da nossa convivência, em Juazeiro, com o Rio São Francisco. Será uma troca de experiências e também divulgação com relação ao nosso rio”. Em Seia, a apresentação vai acontecer na Casa de Cultura Municipal. Além das 3 apresentações, o Tejopará vai também realizar exposição, criar um catálogo digital com o registro visual da viagem, que será compartilhado nas redes sociais e fará transmissões online.

Para o superintendente de Promoção Cultural da SecultBA, Alexandre Simões, o edital de Mobilidade Artística e Cultural (Secretarias da Fazenda e da Cultura), com apoio para residências artísticas, difusão e intercâmbio cultural, permite esse formato de interação entre a cultura baiana e outras praças no País e fora dele. “O edital proporciona aos artistas vivências, além de divulgar o que de melhor está sendo produzido no Estado, abrindo novos horizontes. Esses artistas e produtores certamente vão trazer na bagagem experiências que serão multiplicadas localmente”.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.

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