COMEÇO, MEIO E FIM…

Fora dos domínios da eternidade e no contexto da temporalidade humana, todas as coisas tem começo, meio e fim. Um filme, um livro, uma partida de futebol, uma formação acadêmica, uma carreira profissional, uma viagem de férias, a construção de uma casa, etc…

Sabemos da importância do início, pois é ali onde são investidos os preparativos para a deflagração do projeto, onde são calculados os recursos e projetadas metas para a sua plena realização. Nessa fase, há muitos sonhos, a imaginação ganha asas e os suspiros e expectativas fazem parte do dia a dia do construtor.

Ninguém tem dúvida da grande importância que possui o fim de um projeto. Todo o esforço desprendido, toda a expectativa e todo o planejamento elaborado na fase preliminar, se enchem agora de sentido diante da obra realizada, dos frutos conquistados e da glória envolvida no cumprimento da tarefa…

Quão importantes são o início e o fim de uma jornada, de uma tarefa, de um projeto, de uma carreira, etc…

Mas qual o valor, importância ou sentido do meio de uma jornada?

O meio, a metade, 50% ou, “a quase” realização de uma obra tem muito mais importância do que muitas vezes julgamos. Se você prestar atenção, vai perceber que é no intervalo de uma partida de futebol que o técnico tem a visão geral da partida e pode preparar os ajustes necessários para continuar no ataque ou colocar o time na defesa. No meio do curso, podemos saber se o conteúdo da formação que estamos fazendo atende as expectativas da nossa vocação e da nossa necessidade. No meio da construção verificamos se os recursos serão suficientes para a fase de acabamento, ou se teremos de deixar algum cômodo para concluir depois…

Bem, junho chegou e significa que estamos no meio desse projeto que se chama Ano de 2017. Assim como na partida de futebol, como no curso da faculdade ou na construção da casa, é hora de avaliar, de questionar, de fazer um balanço criterioso, e saber se estamos no caminho certo, se nosso time tem chances, se o curso é adequado ou se a casa ficará como se pensou no projeto… Do ponto de vista da nossa caminhada cristã, é chegada a oportunidade de avaliar as posturas, pensar o procedimento e sondar o coração. Tenho sido o crente que planejei ser? Meu envolvimento está à altura das necessidades de minha comunidade? Fiz alguma diferença no ambiente onde estou plantado? Há resultados positivos da fé que tenho professado?

Minha oração é para que o meio do caminho de 2017 não se torne um motivo de desânimo ou fonte de pessimismo, mas que seja de fato uma oportunidade de reavaliação, reflexão e retomada da obra.

Que o Eterno continue ao teu lado no começo, no meio e até ao fim…

Altemar Ribeiro de Oliveira 
É Pastor da 1ª Igreja Evangélica Congregacional de Juazeiro/BA e professor de História.   
Casado com Eudene e pai de Alexandre, Samantha e Davi

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